Quase um convite
“...
Vamos fazer um filme.
E hoje em dia, como é que se diz eu te amo?”.
Legião Urbana.
Vamos fazer um filme hoje é um paralelo a vamos escrever um livro? Sim, porque numa leitura virtual, essa idéia surgiu e eu ainda acredito no calor dos jovens. Um livro não precisa ser genial, só gostoso de ler. Um dos meus livros de cabeceira é o “Cem melhores contos do século”, editado pela Cia das Letras. É um puta d´um livro enorme, mas uma delícia de ser lido, pois cada conto se passa num momento certo. Vai de Drummond à Clarisse, num vai e vem que me deixa completamente alucinada.
Na verdade, não sei se escrevo contos. Gosto de escrever sobre o cotidiano, sobre experiências minhas, sobre coisas que ouço das pessoas. Muitas pessoas nem imaginam que suas histórias viram palavras nesse blog. Aliás, tenho escrito muitas poesias, perdi um pouco o gosto pela prosa, quase que numa tortura, forço algumas por aqui.
Certa vez, num bar com uns amigos, disse que queria me tornar escritora de contos eróticos. O erotismo muitas vezes é discriminado, mas acho que esse tipo de pornografia é a mais antiga e ao mesmo tempo uma das mais instigantes, pois é fato que a libido é atacada na sua parte mais pura – o pensamento.
Não sei quais vertentes eu e meu amigo Luis Fernando seguiremos. Quem vamos convidar para essa empreitada, mas há um projeto no plano das idéias. Palavras de pessoas de vinte e poucos anos... não sei. As idéias maduras muitas vezes não saem do papel, e eu quero que vingue.
Mariana Perin
Escrito por Clareador Cerebral às 09h51
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