Mapa Mental
Com certeza algo deve ser o fator decisivo para compor a personalidade. Isso eu não quero saber, pois eu sei que existe, mas não sou curiosa a esse ponto. Gosto de imaginar como seria a minha vida se eu tivesse feito outras escolhas e gosto de saber que não seria melhor do que hoje. Eu sou uma menininha difícil. Sou ciumenta – mais que isso, sou charmosa. Sou jogadora, e nunca escondi essa minha característica peculiar. Sou chata, mimada, estranha, metida, simpática, irônica, cult e atriz. Ah! Sou política também. Gosto de música, livros, teatro, cinema e clichês (risos). Agora pergunto, o que faz de mim essa pessoa tão indecifrável? Já fiz muita besteira, já magoei muita gente, já namorei por vaidade, já me apaixonei de verdade, já amei loucamente, já “dei” até brotar chuchu no muro, como diria minha avó. Já beijei São Paulo todo, algumas meninas por curiosidade, outras para me aparecer, meninos de todos os tipos (infelizmente, menos os ruivos). Gosto de meninos com descendência italiana, por mais que eu não saiba – aqueles com narizes diferentes. Meus dois grandes amores têm narizes diferentes e grandes, os dois grandes amores da minha vida têm sangue italiano nas veias. Gosto dos bonzinhos, dos que escrevem poemas e músicas. Daqueles que se pode contar a história através da trilha sonora. Adoro guitarristas ou tocadores de algum instrumento com corda. De cavaquinho ao baixo. Pode ser violino também... Mas infelizmente, também inconscientemente, gosto de guitarristas. Meninos de óculos então... Uma perdição! Certa vez, passei horas olhando para os olhos que eu não enxergava... A lente é uma barreira que gosto de romper, pois a troca de olhares é única. A descoberta do desprotegido através do globo ocular. Também sou muito calma e elegante quando quero, odeio brigas e discussão em público, mas adoro tirar um mal entendido a limpo. Não gosto quando dizem que disse algo que é mentira, por isso não sou nem um pouco fã de fofoca. Quando tenho que dizer algo, digo para todas as pessoas, inclusive para o alvo das minhas palavras, quando isso é possível e também quando o destino me ajuda a isso. Já menti que não conhecia pessoas para não tocar em assuntos delicados para mim. Autoproteção nunca foi minha melhor qualidade, mas a tiro do bolso quando é necessário. Sou ingênua a ponto de achar que são poucas as pessoas ruins no mundo: E que as ruins sofrem de um distúrbio mental e emocional grave. Infelizmente já senti dó por pessoas infelizes, sozinhas, prepotentes e mal amadas; mais dó ainda por saber que se não tivesse educação, poderia ser dona de todos esses defeitos também. De vez em quando sou grossa com pessoas que amo, mas me arrependo quando vejo que colho o que planto. Fico com raiva de mim quando gasto um dinheiro útil comprando um par de sapato inútil. Fico triste quando percebo que sou carente profissional e que preciso constantemente de atenção, afeto e ligações. Percebo que sou saudosista quando vejo minha caixa de e-mails com tantas lembranças. Fico com raiva de mim quando choro assistindo um pedaço da novelinha que não sei a história ou quando suspiro ao ver o personagem “Seth”, do “The O.C”, como se fosse uma adolescente imaginando como seria sua vida com a idade que tenho hoje. Também fico com raiva de mim quando percebo o quão inteligente e burra sou ao mesmo tempo e por ser um zero à esquerda quando tento entender as pessoas do mesmo sexo que eu. Questiono-me os porquês de ser mulher, o inferno da TPM, a pílula, o prazer do coito masculino (único que permiti) dentro de mim. Tento apagar um passado que me fez mal, as noites mal dormidas, os drinks e entorpecentes bem usados quando precisava de um chá no colo da mãe. E tem mais, odeio não saber se quero escrever, ser atriz, atroz ou além com 22 anos. Enojo-me quando penso que já me machuquei por besteira e que minha vida profissional é o que mais me fere hoje. Sinto-me dependente do meu fotolog para mostrar para os outros como eu estou bem, gorda, magra, triste ou feliz. Sinto-me a pessoa mais realizada do mundo por ter o Clareador, um blog de tantas divagações que divido com poucos. Mesmo ingênua, gosto de me iludir com as pessoas que fingem minha amizade, pois gosto da sensação de poder contar com você sempre. Acho sou um livro aberto e não percebestes ainda! Fazer amizade ainda é o meu maior prazer.
Escrito por Mariana Perin às 20h09
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