Duas formas de amar ou duas formas de se falar sobre amor.
Está na moda falar de traição não é? Olha que sempre esse tema foi abordado. Kundera fala disso há anos, Freud também... E ainda dizem que traição é coisa do mundo contemporâneo! Mentira. Desde que somos animais, os homens e mulheres seguem seus instintos e traem seus parceiros. Isto é um vestígio tribal que ainda vive no mundo!
Os homens foram os primeiros primatas a saírem das florestas e tentarem a vida nas planícies, eis que essa evolução fez com que os seres humanos se tornassem fiéis pela sobrevivência. Na floresta, esconder a cria era mais fácil e alimentar a família também, enquanto machos e fêmeas se divertiam por lugares obscuros e seguiam seus instintos. Essa migração deixou os humanos desprotegidos, então se criaram regras e padrões sociais, para a preservação do patrimônio e família – daí vem o termo fidelidade.
Foi tema da Veja: Por que as mulheres traem? Segundo a revista, por causa da péssima vida sexual. E por que os homens traem? Essa ninguém sabe responder! O ser humano é instintivo, mas eu não acredito que seja por padrões morais que as pessoas não traiam. Eu acho que a racionalidade nos prova um montão de coisas, mas o homem racional adora ser animal não é! Eu juro que eu não consigo encarar isso de uma forma muito tranqüila.
Acho que é por nunca ter tido uma família perfeita – se é que isso existe. Papis e Mumis que se separaram cedinho, um pai que só fui admirar depois de grande, uma mãe que depois de grande deixou de ser uma Deusa para mim... Acho que essas questões me afligem, pois eu não entendo muita coisa.
Eis que não estou sendo clara, e sem explicar muita coisa. Dá pra explicar! Só não acho que mulher “mal comida” traia por isso – realmente eu não acredito! Pode ser a famosa “falta de manutenção!”. Sexo não é motivo, pois o sexo é algo evolutivo, os parceiros aprendem juntos, rola uma brincadeira, etapas, sexo manual, oral... rola tudo... E é aos poucos. Sexo bom num relacionamento é um encaixe. Agora carinho, atenção, beijo de bom dia e boa noite, mãos dadas... na falta destes, meninos, preparem a cabeça!
Amor e traição é ambíguo, pois Kundera sempre prova que há amor, apesar dessa banalização do sexo humano. Pela décima vez, indico a "Insustentável leveza do ser" por aqui. Ainda afirmo ser o livro da minha vida...
O texto do post abaixo foi escrito por um grande amigo, e presto aqui minha homenagem:
Escrito por Mariana Perin às 15h02
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AMOR PERFEITO
Sem saber por onde ele anda, ainda o procuro. Já pensei viver um amor perfeito, mas pelo que dizem, amores perfeitos nunca acabam. Perfeitos devem ser aqueles amores onde duas pessoas vivem juntas por um tempo imenso, e quando um morre, já depois de velhos, não conseguem mais pensar em nenhum outro amor. Se durou tanto tempo, é porque amor perfeito existia.
Devo ter vivido apenas situações perfeitas, nas quais você nunca esquece, que perduram no pensamento por longo tempo. Situações perfeitas todos passam, cabe distinguir a diferença entre viver um amor perfeito. Nos amores perfeitos, as situações perfeitas predominam, nunca vão embora e não deixam-se acabar no meio de mágoas.
Como é bom viver de situações perfeitas. Em nossa vida toda passamos por situações de paixão, quando queremos alguém e vamos atrás sem nos importar em nos machucar. Talvez existem paixões perfeitas, diria “apaixonadas” perfeitas, aquelas que esquecemos do mundo para vivenciar um pré-amor-perfeito. Mesmo quem sente medo de se machucar, também corre atrás, talvez sejam mais resistentes, e não permitem que seu coração sinta necessidade de ser saciado de afeto mais rapidamente.
Está aí o mistério: pré-amor-perefeito. Isto sim existe, é o caminho para a perfeição de um amor. Fase em que a dedicação, carinho e respeito devem ser compartilhados em reciprocidade. Pré-amor-perfeito é a necessidade de querer alguém, de se preocupar, de pensar a toda hora, mesmo quando não é demonstrado tão de maneira explícita, pois há pessoas que sentem dificuldades em explicar ou talvez expor sentimentos. Sim, é o receio de se machucar mais uma vez. É o receio de apostar em quem mal se conhece.
Para começar um pré-amor-perfeito depende de disponibilidade, em ter corações livres, e ir à procura de quem você acha que pode fazer um pacto pré-perfeito. Ir a procura é difícil sempre, pois decepções e pessoas escrachadas sempre aparecerão no caminho e, quando, estas pessoas aparecem, até em paixão começamos a desacreditar. Desacreditamos também até em Deus quando as decepções estão permanentes a todo momento.
Decepções ocorrem quando uma pessoa não quer contribuir, quer apenas usar. Usar no sentido literal, onde quer a companhia só quando não tem uma “talvez” melhor. Cretinos daqueles que podem vivenciar um amor-pré-perfeito e jogam rio abaixo tal oportunidade. As pessoas enganam, deve ser imaturidade e falta de discernimento. Devem ter auto-confiança demais, porém, um dia, viverão com coração amargurado, vazio e necessitado.
Felizmente temos necessidades em amar. Infelizmente temos receio em nos decepcionar, e criamos barreiras. Nos fechamos em um mundo imperfeito e de amarguras, de ressentimentos, de nosso passado dolorido onde dizíamos amar alguém, mas se um dia acabou, nem pré-perfeito foi.
Acredito que em algum lugar, em algum dia, eu serei presenteado com uma “apaixonada perfeita”, seguido de um pré-amor-perfeito e viver finalmente um amor perfeito. Viver a intensidade de uma paixão com alguém é evoluir, entre intrigas e reconciliações, desde que o respeito prevaleça.
Amor perfeito, só pode nos explicar quem já viveu, mas morreu. Eu não estarei aqui para explicar como é viver feliz de verdade.
( Adriano J. Meirinho – 13/10/2004 )
Escrito por Mariana Perin às 15h01
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Pouvez-vous danser?
A vida através do meu ser. Feriado pensante e extremamente divertido. Sabe aqueles dias que você precisa tirar para você? Bom, é assim que me sinto hoje. Trabalhei sábado, mas durante o dia me fiz! Depilação, corte de cabelo, boas páginas de livros e um bom humor ímpar. A dorzinha de cabeça que me afligia foi combatida por um analgésico milagroso. A noite, fomos para o Glamour.
Eu sempre digo do glamour da noite, mas nunca explico o porquê. Eu adoro a noite, todos os tipos e lugares possíveis, eu adoro sair para dançar, eu adoro brilho. Glam! O glamour engloba tudo, e é um estilo de vida! Glam disco, Glam rock, being Glam – doesn´t matter how! Converso muito disso com a Simone, minha amiga pocket diva que tanto amo!
É fechar o olho e se desligar do mundo, é sentir cada nota musical dentro do seu corpo pulsando no ritmo do seu coração, é música tribal, são todos celebrando o nada junto ao tudo! É ser você sem mostrar com palavras, é o encontro do desencontro de nossas mentes, é o cansaço e o suor em prol da felicidade. Podemos dançar?
Eu sempre fui ligada à dança – nunca fui bailarina, mas a minha família tem esse histórico. Meu pai adora dançar, minha avó também – por isso (não parece) já fiz dança de salão, dancei salsa, merengue, samba-rock, adoro eletrônico pesado e um bom rock dançante. Ahhhh, adoro dançar juntinho a la bailinho de quinta série a dois (é brega mas é a dois; ninguém vai ficar sabendo, a não ser o casal). Tudo isso e mais uns motivos interessantérrimos fizeram do meu sábado um dia perfeito!
**Na preparação: Tim festival – Libertines e Brian Wilson. A cada u-hu beachboyniano, eu vou ter um piripaque! Preciso pagar o meu ingresso pro Fubah! Dividas!**
Estou elaborando um texto com calma sobre a saída dos homens primatas das florestas, e como isso influenciou os relacionamentos amorosos dos humanos.
Escrito por Mariana Perin às 13h31
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