Sabe aqueles escritos sem título algum, onde apenas vomitamos palavras em busca de uma solução? Esse é o meu momento hoje. Poderia ser alegre, regado de histórias boas, mas não. Hoje vomito as minhas palavras, e engulo tudo que sai como saliva depois do sal. Tá ardendo, tá doendo, tá tudo confuso na minha cabeça.
Fiz terapia um dia. Talvez seja hora de voltar, não sei. Mas isso não é normal. Sim, homens, vocês podem medir sua virilidade de formas esdrúxulas. Nosso único termômetro é a bunda e o cérebro!
Estou de saco cheio. Só isso. Não agüento mais sentir algumas coisas, passar por situações pelas quais não precisava passar. Estou com dor de cabeça, enchi a cara ontem, há bolhas no meu pé. Dancei! Não sei, segunda semana seguida (tudo bem, semana passada foi meu aniversário). Mas hoje eu não estou bem. Minha cabeça está rodando, e eu repensando as coisas da minha vida. Um telefonema talvez resolvesse. Eu odeio a Internet. Essa merda faz com que estraguemos coisas simples e simbólicas na nossa vida. Que saudades das cartas de amor ridículas meu poeta.
O telefone não tocou ontem nem hoje. Se vai tocar? Não sei, acho que não.
Estou de saco cheio. Melhor, de coração murcho. Hoje a melancolia predominou, mas não sou de chorumelas permanentes. Terça tem VMB. Estarei lá, com minha credencialzinha e muita paciência.
*Você já foi o grande amor da vida de alguém? Eu fui, de algumas pessoas. Acho que o pior sentimento do mundo deve ser o do mal amor. Uma pessoa mal amada deve ser tão infeliz!*
Escrito por Mariana Perin às 11h31
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Tendinite, doença da modernidade
Sofro ao deixar esse post. Estou com uma tendinite aguda, e dói estar aqui. Mas não posso abandonar meus leitores dessa forma. Ainda estou viva, e mais, pedindo voto em S.B.Campo para a minha irmã, Ana Motta, 43999. Gente, ela quer mudar essa cidade!
Mudando de assunto, vamos ao objetivo. Essa semana está com um inconsciente coletivo a favor das mulheres. Recebi e-mails de amigas, depois outros falando sobre o poder das mulheres... CHEGA! Somos todos iguais. Estou de saco cheio dessa falsa moral feminista. Mulher gosta de carinho, gosta de presentinhos, de florzinha, de ser individual, de ser única. Pronto! Mas isso não nos faz melhores que ninguém, e invejo (10ª vez que cito isso no Clareador) a simplicidade masculina.
Tipos de homens.
Os homens são sim separados por tipos. Claro que há diferenças entre eles, mas na maioria das vezes é tiro e queda!
O mal resolvido – Símbolo do homem grosso, que não se apaixona, que acha que é dono do seu coração, mas se envolve com a primeira mulher c/ um pouco de personalidade que aparece. (E finge não estar nem aí...).
Dogão – Dogão é mau, mas só com as cadelas dele... É um tipo que nós, meninhas modernas e independentes ficamos longe.
Napoleônico – Tem mania de grandeza... Menos em si mesmo.
Hype – Te mostra a música nova do Franz Ferdinand, Adora o tom mais escuro que você pintou o cabelo, te indica um restaurante ou café maravilhoso, mas você acorda e vê que ele é seu melhor amigo gay.
Fofo – Categoria que faz meu tipo. Nem sempre belo, porem inteligente, sensível, tem bom gosto e nos ama intensamente.
Bebê – São os mais novos, que se apaixonam, mas não se entregam, vêem em você uma professora – Mas acham que você o ama intensamente. Esse tipo confunde experiências com sentimento. É o menos resolvido, mas deve ser por causa da idade (mental).
P.A – Pênis amigo é aquele que entende a sua carência, sabe o que é sexo pelo sexo, é sensível, companheiro, mas não nasceu para ser seu namorado.
Gente... Meu pulso tá doendo, não vou conseguir escrever mais. Eu falei pro Lukesi que ele se encaixaria em algum perfil. Acho que não me superei dessa vez chefinho! Ah! Agradecimento aos leitores que não comentam, mas em off falam dos meus textos. Sinto-me orgulhosa por mostrar aos amigos que o universo feminino não é esse bicho de sete cabeças. A fórmula é clara.
Fotos do meu aniversário circulando nos fotologs.
Escrito por Mariana Perin às 12h32
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Ter vinte e poucos anos. Ainda poucos.
Agora eu tenho 22 anos. Não que isso vá mudar em alguma coisa, mas tive momentos nostálgicos ontem. Jantei com a minha família e com o Fubah – Durante o sushi, falava de como eu me lembro das aulas do colégio, aulas de história, aulas de literatura, da minha prova de Fernando Pessoa que tirei 10 com louvor. Poxa, há 6 anos, eu era uma menininha num colégio de freira, levemente aborrescente, estudiosa, bagunceira, esportista e feliz.
Sou feliz ainda. Muito feliz, mas há nuances de saudade hoje. Estou com saudades de não ter responsabilidades. De dormir a tarde, de jogar handebol no meio da semana, de passar horas lendo, de ir para a praia todo fim de semana ou saudades de não ser dona do meu nariz. Como assim Mariana, cê ta louca? Isso é apenas uma brincadeira, mas na verdade é uma carência de continuar como a caçulinha que vai dar trabalho. Acho que tudo isso está muito confuso. Vamos a história, presentes e outros.
DIA 25/09/1982 – Nascia uma morena de olhos cor de jabuticaba, tão desejada pela minha mamãe. Meu pai queria um menino, mas perdera as esperanças quando no meu primeiro minuto de vida no útero da minha mãe, ela olha para a cara dele e diz: Acabamos de fazer uma menina!
Hoje, 22 anos e um dia depois, questiono-me e sei que as maiores bênçãos da vida de meu pai e minha mãe foram as duas morenas, fruto de um amor que fraternalmente dura até hoje.
Adoro ganhar presente. Pode parecer piegas, mas é a forma de eu medir se as pessoas me conhecem ou não. Meu pai, o Fubah, a Ana e RosaChoque passaram pelo teste. Aliás, vale a pena contar uma história – Quando eu fiz 20 anos, o Fubah me presenteou c/ uma boina e uma rosa de chocolate. *Detalhe: Na época, não estava essa moda a la J.Lo que hoje habita as barraquinhas da Augusta e afins. Eu sempre colecionei boinas, chapéus, toquinhas. Uso todos... Um “eu” bem Londrino que sempre gostei de ser. Ele me conhece e me conhecia muito bem, e me deu o melhor presente daquele ano. Até hoje, ele é o nº 1 dos presentes. O troféu sempre vai para ele.
Fun House roots. Até dormir no sofá de tão bêbada eu dormi. Ganhei 2 drinks do pessoal da casa: Um de foguinho com absinto e um serotonina branco. Fora as milhões de cervejas que saíram do meu bolso, pinguinha mineira do Renato, pista tocando Madonna, eu dando selinho nas minhas amigas, Rick me chamando para promover festas com ele... Amei tudo. Fora a cena: Ganhei uma camisetinha customizada pela Tati das meninas da RosaChoque – troquei a blusa no meio da baladinha sem aparecer nada. Como eu consegui essa proeza? Não sei! Fora que, enquanto dormia no sofá, chega um ser chamado Ivi e me acorda. Segue o diálogo:
Mari – Ivi, eu to dormindo na minha festa de aniversário!
Ivi – Eu vi!
Mari – Eu to dormindo (descalça) abraçada com o meu sapato.
Ivi – Eu vi! Por que?
Mari – Pra ninguém roubar meu sapato maravilhoso. Hauhauahuahauahuaauh
Bêbado é foda. Quantos foras!
As fotos depois eu coloco nos fotologs.
Amanhã é o aniversário da Bruni. Parabéns Pétala.
Só pra dizer que eu agradeço a todos que fizeram parte do meu fim de semana, eu amo demais vocês. Nathy, sentimos sua falta... ainda bem que você vai hoje. Em homenagem a minha conversa com ela, próximo post: A idade, a experiência e a sábia dominação!
Escrito por Mariana Perin às 11h41
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